VOZ ACTIVA
Canta, poeta, canta!
Violenta o silêncio conformado.
Cega com outra luz a luz do dia.
Desassossega o mundo sossegado.
Ensina a cada alma a sua rebeldia.
Diário, Vols. IX a XVI, pág. 1349
VOZ ACTIVA
Canta, poeta, canta!
Violenta o silêncio conformado.
Cega com outra luz a luz do dia.
Desassossega o mundo sossegado.
Ensina a cada alma a sua rebeldia.
Diário, Vols. IX a XVI, pág. 1349
JOSUÉ
Ainda te recordo, voz de pedra,
Tão dura, que doías nos ouvidos.
Dizias que fizesse,
Pudesse ou não pudesse,
Os dias de peleja mais compridos.
Assim foi, assim é, e assim será.
Só não sei que batalha
Desta vida
Queres que leve vencida
Na mortalha …
( Diário Vols. IX a XVI, pág. 1214, Dom Quixote)
Passa o vento, pára, oscila!
É parafuso sem fim.
Faz subir pelas espiras
O pó que sobe às alturas,
Forma nuvem, fere a vista
E por momentos é coluna.
Sendo o pó assim erguido,
É por instantes mantido
Em posição vertical!
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Brincando o vento se vai:
Lento o pó à terra cai.
Mas da queda irritado,
- Quanto antes consolado -
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Vai ferindo, vai manchando,
A toda a gente irritando.
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Pobre Pó! A ser pisado
Fica agora condenado.
No dia mundial da poesia, aqui fica a minha homenagem à sua saudosa memória.