Orgulho (poema da autoria do Avô Paterno deste marinheiro)

01tempodevento.jpg

Passa o vento, pára, oscila!

É parafuso sem fim.

Faz subir pelas espiras

O pó que sobe às alturas,

Forma nuvem, fere a vista

E por momentos é coluna.

Sendo o pó assim erguido,

É por instantes mantido

Em posição vertical!

________

Brincando o vento se vai:

Lento o pó à terra cai.

Mas da queda irritado,

– Quanto antes consolado –

____________

Vai ferindo, vai manchando,

A toda a gente irritando.

__________

Pobre Pó! A ser pisado

Fica agora condenado.

No dia mundial da poesia, aqui fica a minha homenagem à sua saudosa memória.

Anúncios

3 Comments

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s